Quarta-feira, 30 de Junho de 2004

Praxes?

A minha época de exames está prestes a terminar. Este mês que passou foi decisivo, os resultados ditarão para onde irei estudar. Um esforço que termina aqui, um último esforço para me ir embora, sem olhar para trás.

E agora? Seguem-se uns meses de bem merecidas férias. Depois...

Depois são as praxes. Esses rituais iniciáticos na vida académica.

Rituais?

Caloiros tratados abaixo de cão, e ainda dizem que existe parte positiva nisto tudo? Quem é que gosta de ser humilhado? É assim que reconhecem o esforço que as pessoas fazem para conseguirem algo?

Quando muito, seria de aceitar uma festa de boas vindas, de um dia no máximo. E mesmo assim, esta deveria ser de carácter opcional. Agora, um mês de praxes?

E ainda existe quem venha com a conversa que só vai às praxes quem quer ser praxado. Isso é muito giro, principalmente quando todos sabem que quem não vai é praxado sozinho, leva a praxe toda numa vez só.

Mas vou ter que suportar os senhores engenheiros todos, armados em alguém. Mas, a partir do momento em que as praxes terminam e os senhores doutores perderem o poder, eles que não venham falar comigo, que não me julguem, minimamente, amigo deles! Se tal acontecer, pode ser que oiçam algumas palavras desagradáveis e se sintam ofendidos, por terem humilhado alguém...

Rituais iniciáticos? Não me façam rir, vão é embebedar-se (sim, que é apenas para isso que vocês vivem) e esqueçam-se de quem, tal como eu, não suporta sequer a vossa presença dentro do mesmo espaço...

publicado por zaitz3v às 14:00
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Sábado, 26 de Junho de 2004

Sonhar?

clock1.jpg

E quando o sonhoSe cruza com a realidade?Perde a intensidade?Ou é mais verdadeQue os delírios que ousamosSonhar enquanto descansamos?As imagens que tenho vindo a perder...Será crescer?Talvez... Dizem que é natural...Tento não me preocupar,Tenho a minha mente noutro lugar,Com imagens que insisto em recordar,De tempos que passaram sem parar...Tempo... Gostava de o controlar,Fazia que esses momentos especiaisDurassem um pouco mais...Estou outra vez a divagar...E na loucura do meu sonhoEncontro alguma sanidadeQue me permite enfrentar a realidade...Talvez porque o meu sonho sejas tu...
publicado por zaitz3v às 02:21
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Quinta-feira, 24 de Junho de 2004

Pseudo-Deviant Artist...

We are all Deviant...At least, I'm registered...http://deviantart.zaitz3v.comVisit me...
publicado por zaitz3v às 01:40
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Domingo, 20 de Junho de 2004

Mudança

Uma vida que passou,
Que nada deixou
Senão vontade de mudar
Leva-me a questionar
Se sou capaz
De aceitar o que a vida me traz...

Uma nova sociedade irá nascer,
Talvez uma vida nova?
Terei alguma razão para esquecer
Que integrar-me é uma prova
À qual nunca consigo vencer?

Não quero desperdiçar a minha confiança,
Nem acreditar nesta impossível esperança
De uma sociedade maior
Ser, de alguma forma, melhor...
Pelo menos para mim...
Um antisocial cadastrado...
Não vejo na sociedade outro fim
Senão manter-me afastado...

(Peço desculpa pela qualidade do texto)
publicado por zaitz3v às 17:37
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Segunda-feira, 14 de Junho de 2004

Cinzas

E chega à árvore antiga,
Prepara a corda que vai finalizar a sua vida,
Sobe para o velho banco,
Toma a última golfada de ar e salta...
Uma enorme luz no fundo
Do horizonte se ergue,
Num segundo,
O céu faz-se em chamas
E um relâmpago reduz a árvore em cinzas!
Sujo, levanta-se dos destroços
Sem uma única ferida a sangrar,
Nem uma dor a lamentar!
Heis quando se levanta o vento,
E com ele os negros restos
Ficando apenas alguns!

Escrito a carvão escuro
No chão aparecem as palavras:
"Pela árvore que sacrifico,
Pelas batalhas que travas,
Salvei-te!
Salva-te agora tu!"
E ao virar as costas para voltar a casa,
Sente que as raízes carbonizadas
Transformaram-se em asas!
publicado por zaitz3v às 19:24
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Quarta-feira, 9 de Junho de 2004

Um olhar para trás...

distort.jpg

Espreito por cima do ombro,Memórias, fragmentadas em pedaços...Onde apenas lembro todos os tombosQue sucederam os passos...Todas as minhas feridas nas costas,Eram palmadas de amigos,Que um dia quiseram apunhalar...Não me consigo lembrar...Apenas que ecoavam risosDe verem as minhas feridas sangrar...Entreguei as minhas feridas,A um vampiro, para as cuidar...A dor continuava, a criatura mantinha-as abertas,Precisa do sangue para se alimentar...Por fim abandonaram-me...Fui rejeitado, não sei bemSe o meu sangue deixou de ser doceOu se as minhas lágrimas demasiado amargas...Sozinho outra vez...Vivia na sombra de mim mesmo,Escondido no canto escuro, com medo...Medo?Que conforto encontrei,De quem deu guaridaA este pobre torturadoA quem a vidaNão passava de uma enorme ferida...De momentos vagos...Dedicado a ti Sandra, que tornas a minha vida possivel... Amo-te muito **********
publicado por zaitz3v às 02:20
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falta de comentarios...

devido a falta de comentarios, resolvi deixar de ver os novos comentarios existentes a partir deste post... ainda nao me decidi, mas tambem devo desactivar completamente os comentarios dentro em breve... d kk forma, creio k nng vai notar a diferença s o botao d comentar desaparecer...
publicado por zaitz3v às 00:01
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Segunda-feira, 7 de Junho de 2004

Justiça

j1.gifj4.gifj2.gifj3.gifAlguma vez imaginaram um mundo justo? Imagem tão confortável, tão perfeita. Um mundo onde cada um tem o que merece e nada mais, em que os esforços são recompensados, e as más intenções severamente castigadas...Uma ideia bastante confortante. Mas irreal, talvez a mais irreal de todas as fantasias humanas. O mundo justo nunca vai existir, o Homem não conseguiria lidar com tal mundo. Quem é preguiçoso iria continuar a ser, e iria ver a sua bela situação piorar face aos seus actos, e em prol de quem trabalha. Tal situação seria susceptível de gerar grandes invejas. Imaginem...E como tal, este ideal perfeito depressa seria destruído. É pena. Pena que nem mentalmente este nosso mundo esteja minimamente preparado a lidar com um mundo assim. Aqueles que ainda acreditam em algum deus, esses ainda podem olhar para cima e sonhar com o dia do julgamento final, com um paraíso onde serão recompensados...Agora, aqueles como eu, que não vêm nada quando olham para cima... Com que nos resta sonhar?
publicado por zaitz3v às 23:41
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Sexta-feira, 4 de Junho de 2004

Acto último...

Finalmente, a peça terminou...
O pano caiu e o público sai,
Alguns voltarão para o próximo episódio...

Estou farto deste teatro de marionetas,
Destes jogos mórbidos em que todos têm um papel...
Estou farto desta peça,
Que agora cessa,
Sem deixar saudades...

Este teatro, uma prisão,
Estive acorrentado todo o tempo,
Obrigado a assistir a tudo
Amordaçado, mudo...

Este teatro, um cemitério,
Em que morria
Todos os dias...

Este teatro, uma escola,
A minha escola,
Que agora termina...

Destruirei todos os elos
Que me ligam a este teatro,
Esquecerei todas as marionetas
Que se julgam reis deste palco...

Chegou o fim, minha velha escola,
Minha velha vila,
Minha antiga vida...
Não guardarei saudades...
Adeus...
publicado por zaitz3v às 11:39
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Quinta-feira, 3 de Junho de 2004

.

Tempos e sonhos passaram por mim. Como se não fossem meus, como se nada me pertencesse, como se não tivesse direito a nada. Sonhos simples, e , no entanto, tão irreais... Tão... Longínquos que me faziam desistir deles.

Sonhos tão simples. Sonhava... apenas com... alguém...

Alguém que estivesse a meu lado. Com quem partilhar as vitórias, que perdiam o sabor quando as consumia na minha solidão. Alguém que se preocupasse comigo. Que não me deixasse sozinho.

Alguém a quem me dedicar, a quem amar...

Mas o tempo passava. O sonho persistia, mas a minha solidão tornou-o num pesadelo, do qual eu evitava sequer pensar. A minha vida era um enorme passar de tempo, tempo sem significado.

Até que deixei de acreditar. Deixei de sonhar, limitei-me a ignorar os sonhos, e a viver sem sonhar nenhum futuro, melhor ou pior. Simplesmente viver.

Até que apareceu a Sandra. Até que o meu antigo sonho se tornou realidade, e desfez todos os pesadelos e fantasmas que me atormentavam.

E finalmente, toda esta minha experiência trouxe-me a pergunta final: De que vale sonhar sozinho, ter sonhos sem alguém com quem os partilhar?
publicado por zaitz3v às 13:06
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